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O que é inflação

Inflação é a perda do poder de compra de uma determinada moeda ao longo do tempo. O aumento de preços, que é geralmente indicado como uma porcentagem, significa que uma unidade monetária compra efetivamente menos do que comprava em períodos anteriores. A inflação pode ser comparada com a deflação, que ocorre quando o poder de compra do dinheiro aumenta e os preços diminuem.
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O QUE É INFLAÇÃO

Inflação é a perda do poder de compra de uma determinada moeda ao longo do tempo. 

O aumento de preços, que é geralmente indicado como uma porcentagem, significa que uma unidade monetária compra efetivamente menos do que comprava em períodos anteriores.

A inflação pode ser comparada com a deflação, que ocorre quando o poder de compra do dinheiro aumenta e os preços diminuem.

A inflação é estimada através do acompanhamento dos preços de uma cesta selecionada de produtos e serviços em uma determinada economia, a cada período de tempo. No Brasil, o acompanhamento dos principais órgãos de pesquisa ocorre em 15 dias e 1 mês.

PONTOS DE DESTAQUE

  • A inflação é a taxa na qual o valor de uma moeda está caindo e, consequentemente, o nível geral dos preços de bens e serviços está subindo.

  • Os índices de inflação mais utilizados no Brasil são o IPCA e o IGP, nos Estados Unidos, são o CPI e o PCE. A inflação pode ser vista de forma positiva ou negativa, dependendo do atual estágio do ciclo econômico, da intensidade em que se apresenta e do período em que se apresenta.

  • Em momentos de alta inflação, os ativos reais tendem a performar melhor que muitos ativos financeiros.

COMO ENTENDER A INFLAÇÃO

Embora seja fácil medir as mudanças de preço de produtos individuais ao longo do tempo, as necessidades humanas vão além de apenas um ou dois produtos. As pessoas precisam de um grande e diversificado conjunto de produtos, bem como de uma série de serviços para ter uma vida confortável. Entre eles estão as commodities como grãos alimentícios, metais, combustíveis, serviços públicos como eletricidade e transporte e outros serviços como assistência médica, entretenimento e trabalho.

A inflação visa medir o impacto geral das mudanças de preços para um conjunto diversificado de produtos e serviços, e permite uma representação de um único valor para o aumento do nível de preços de bens e serviços em uma economia ao longo de um período de tempo.

Como uma moeda perde valor, os preços sobem e ela compra menos bens e serviços. Esta perda de poder aquisitivo afeta o custo de vida geral para o cidadão comum, o que acaba levando a uma desaceleração no crescimento econômico. A visão consensual entre os economistas é que se verifica uma inflação persistente quando o crescimento da oferta de dinheiro de uma nação supera o crescimento econômico.

Para combater isso, a autoridade monetária competente de um país (Banco Central) toma então as medidas necessárias para administrar a oferta de dinheiro e crédito para manter a inflação dentro dos limites permitidos e manter a economia funcionando regularmente.

O QUE CAUSA A INFLAÇÃO

O aumento da oferta de dinheiro é a raiz da inflação, embora isto possa ocorrer através de diferentes mecanismos na economia. A oferta de dinheiro de um país pode ser aumentada pelas autoridades monetárias, que no Brasil são constituídas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central do Brasil (BCB), através do dos seguintes mecanismos:

 

  • Imprimir e repassar mais dinheiro aos cidadãos

  • Desvalorizar legitimamente, reduzindo o valor (poder de compra) da moeda do país.

  • Concedendo empréstimos em forma de novos créditos no sistema monetário, através do sistema bancário, comprando títulos do governo no mercado secundário. Esse é o método mais comum.

Em todos esses casos, o dinheiro acaba perdendo seu poder de compra.

TIPOS DE INFLAÇÃO

 

Há diversos mecanismos que impulsionam a inflação, os principais podem ser classificados em três tipos: inflação por aumento de demanda, inflação por pressão de custos, e inflação por inércia.

INFLAÇÃO POR AUMENTO DE DEMANDA

A inflação pela demanda ocorre quando um aumento na oferta de dinheiro e crédito estimula a demanda geral de bens e serviços em uma economia. Com esse aumento repentino e maior que a capacidade de produção da economia há um processo natural de aumento dos preços.

 

Com mais dinheiro disponível para a população, o sentimento positivo do consumidor leva a gastos maiores, e este aumento da demanda puxa os preços para cima. Isto cria uma defasagem entre a oferta e a demanda, com maior demanda e oferta menos flexível, o que resulta em preços mais altos.

INFLAÇÃO POR PRESSÃO DE CUSTOS

A inflação por pressão de custos é o resultado do aumento dos preços ao consumidor através dos insumos do processo de produção. Isso pode ocorrer quando há um incentivo com aumento na oferta de dinheiro ou crédito para uma cadeia industrial ou para um produto específico ou quando há um choque na oferta de matérias-primas, os custos para todos os tipos de bens intermediários aumentam. Estes acontecimentos levam a custos mais altos para o produto final ou serviço e contribuem para o aumento dos preços ao consumidor. Por exemplo, quando a expansão da oferta de dinheiro cria um grande aumento especulativo dos preços do petróleo, o custo da energia para todos os fins pode aumentar e contribuir para o aumento dos preços ao consumidor, o que se reflete em várias medidas de inflação.

INFLAÇÃO POR INÉRCIA

A inflação por inércia está associada às expectativas que o próprio mercado tem a respeito da inflação futura. Está relacionada a ideia que conforme as pessoas esperem a continuidade da inflação, a expectativa acaba se realizando. No Brasil, pode ser exemplificado pela indexação dos aluguéis e do próprio salário mínimo que tem indexações por índices de inflação que representam os últimos 12 meses e não o futuro. 

Por exemplo, à medida que o preço dos bens e serviços sobem, os trabalhadores, que estão tendo seu poder de compra destruído, esperam que eles continuem subindo no futuro a uma taxa semelhante e exigem aumentos nos salários para manter seu padrão de vida. O aumento de seus salários resulta em um custo maior de bens e serviços, e esta espiral salários-preços continua à medida que um fator induz o outro e vice-versa.

QUAIS OS PRINCIPAIS ÍNDICES DE INFLAÇÃO

No Brasil os principais índices de inflação são:

  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA)

  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)

  • Índice Geral de Preços (IGP-M)

  • Índice Geral de Preços (IGP-DI)

  • Índice de Preços ao Consumidor (IPC)

  • Índice de Preços ao Atacado (IPA)

  • Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR)

  • Índice Nacional de Custo da Construção Civil (INCC)

 

Nos Estados Unidos os principais índices de inflação são:

  • Consumer Price Index (CPI)

  • Personal Consumption Expenditures price index (PCE)

  • Producer Price Index (PPI)

  • Wholesale Price Index (WPI)

QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DA INFLAÇÃO

A inflação gera incertezas importantes na economia, desestimulando o investimento e, assim, prejudicando o crescimento econômico. Os preços relativos ficam distorcidos, gerando várias ineficiências na economia. As pessoas e as firmas perdem noção dos preços relativos e, assim, fica difícil avaliar se algo está barato ou caro. A inflação afeta particularmente as camadas menos favorecidas da população, pois essas têm menos acesso a instrumentos financeiros para se defender da inflação.

 

Inflação mais alta também aumenta o custo da dívida pública, pois as taxas de juros da dívida pública têm de compensar não só o efeito da inflação mas também têm de incluir um prêmio de risco para compensar as incertezas associadas com a inflação mais alta

QUAIS AS VANTAGENS DA INFLAÇÃO 

Para o desenvolvimento sustentável de uma economia é importante manter um nível ótimo de inflação para incentivar o consumo da população, em certa medida, e incentivar assim o crescimento das empresas. Se o poder de compra do dinheiro cai ao longo do tempo (até um certo nível), então pode haver um incentivo maior para gastar agora em vez de economizar e gastar mais tarde. Isso pode aumentar os gastos, o que pode impulsionar o crescimento das atividades econômicas em um país. Uma abordagem mais balanceada é considerada por Bancos Centrais e Ministérios de Economia para manter o valor da inflação em uma faixa ótima e desejável.

QUAIS AS DESVANTAGENS DA INFLAÇÃO 

Os consumidores em geral tendem a sofrer com a inflação, pois serão obrigados a gastar mais dinheiro para adquirir os mesmos produtos. As pessoas que possuem investimentos denominados na moeda de um país com inflação alta também sofrem com a inflação, pois ela corrói o valor real de seus ativos. Como tal, os investidores que procuram proteger suas carteiras contra a inflação devem considerar as classes de ativos que tendem a proteger contra a inflação, tais como ouro, commodities e ativos reais em geral. Os títulos indexados à inflação são outra opção popular para que os investidores se beneficiem da inflação.

 

Taxas altas e variáveis de inflação podem representar grandes custos para uma economia. Empresas, trabalhadores e consumidores ao levar em conta os efeitos do aumento geral dos preços em suas decisões de compra, venda e planejamento introduzem uma fonte adicional de incerteza na economia.  É esperado que o tempo e os recursos gastos em pesquisa, estimativa e ajuste do comportamento econômico aumentem o nível geral de preços, ao invés dos fundamentos econômicos reais, que incluem uma fonte adicional de incerteza na economia.

COMO CONTROLAR A INFLAÇÃO

O governo e o Banco Central de um país têm a importante responsabilidade de manter a inflação sob controle. Isso é feito através da adoção de medidas através da política monetária, que se refere às ações de um banco central ou outros comitês que determinam o tamanho e a taxa de crescimento da oferta de dinheiro e a através da política Fiscal de um país, que se refere a como o país gerencia as contas públicas.

Nos Estados Unidos e no Brasil, os objetivos da política monetária do Banco Central incluem taxas de juros moderadas de longo prazo, estabilidade de preços e pleno emprego, e cada um desses objetivos tem o objetivo de promover um ambiente financeiro estável. O Banco Central de cada país comunica as metas de inflação de longo prazo, a fim de manter uma taxa de inflação estável de longo prazo, que se pensa ser favorável para a economia.

A estabilidade de preços – ou um nível relativamente constante de inflação – permite às empresas planejar o futuro, uma vez que sabem o que esperar. 

Além disso, os países que estão experimentando taxas de crescimento mais altas podem absorver taxas de inflação mais altas. A meta da Índia é de cerca de 4% (com uma tolerância superior de 6% e uma tolerância inferior de 2%), enquanto que o Brasil visa 3,5% (com uma tolerância superior de 5% e uma tolerância inferior de 2%).

POR QUE A INFLAÇÃO ESTÁ ALTA AGORA?

Em 2022, as taxas de inflação ao redor do mundo subiram para seus níveis mais altos desde o início dos anos 80. Não pode se atribuir a uma única razão para este rápido aumento dos preços globais, mas sim a uma série de eventos que têm funcionado em conjunto no mundo. A pandemia no início de 2020 levou a lockdowns e outras medidas restritivas que interromperam significativamente as cadeias de abastecimento globais, desde o fechamento de fábricas até os engarrafamentos nos portos marítimos. Ao mesmo tempo, os governos emitiram moeda e estimularam as economias com benefícios a população para combater o desemprego e ajudar a amenizar o impacto financeiro do lockdown sobre os trabalhadores e as pequenas empresas. Quando a vacinação avançou e a economia voltou a se recuperar, a demanda (alimentada em parte pelo dinheiro do estímulo e pelas baixas taxas de juros) ultrapassou rapidamente a oferta, que ainda se esforçava para voltar aos níveis pré-pandemia.

Por outro lado, o conflito entre Rússia e Ucrânia no início de 2022 levou a uma série de sanções econômicas e restrições comerciais, limitando o fornecimento mundial de petróleo e gás, já que a Rússia é um grande produtor de combustíveis fósseis. Ao mesmo tempo, os preços dos alimentos subiram, pois  grandes colheitas de grãos da Ucrânia não puderam ser exportadas. Com o aumento dos preços dos combustíveis e dos alimentos, isso levou a aumentos similares em outras cadeias de suprimentos e commodities em geral.

 

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